sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Um dia animado!

Muita gente, muita animação, muita discussão, muito espírito de equipa e… comida 5 estrelas, segundo algumas opiniões! Os 103 participantes que estiveram no Porto para o 2º Encontro Nacional de Clubes de Comércio Justo (ENCCJ), no 12 de Novembro passado, é que sabem e a palavra de ordem agora é partilhar!

No Seminário de Vilar (sim, foi num seminário, mas muito cool, sentimo-nos em casa e trataram-nos ainda melhor que no ano passado!), na cidade do Porto, foram 9 os Clubes de Comércio Justo que responderam ao desafio de mais uma vez se juntarem para ouvir histórias “justas” trazidas por convidados de vários países e para partilharem as experiências, os sucessos, os materiais e alguns e-mails, telefones e promessas de até breve! com os outros clubes.

O dia começou cedo com a reunião de todos na Sala Plenário, onde decorreu a maioria das actividades. Para garantir que todos estavam bem acordados as actividades começaram com um “Terramoto” que originou muita confusão!

Depois todos escutaram e viram o que trouxeram os convidados. Mariana Ferreira da Guiné-Bissau, Rafael Cezimbra
do Brasil, Hugo Roegiers da Bélgica e Aurélia Rodrigues de Timor-Leste, mostraram diferentes realidades do circuito do Comércio Justo – e como funcionam, desde o produtor ao importador.

Depois, fomos para o “Carrossel”… de perguntas! Assim, divididos em quatro grupos, todos puderam fazer perguntas e falar com cada um dos convidados deste Encontro. Da Artissal chegou a Mariana Ferreira, que já tinha marcado presença no 1º Encontro dos Clubes. Trouxe novidades fresquinhas sobre a Artissal e o trabalho dos tecelões guineenses que produzem as peças para o Comércio Justo.
Do Brasil veio o Rafael Cezimbra, um estreante nestas andanças, em representação da COOPEALNOR, uma Cooperativa de produtores de “sumos justos” da Baía. Falou sobre o trabalho da Cooperativa com os pequenos produtores de frutas e da importância do Comércio Justo para eles. Hugo Roegiers, que trabalha com os clubes belgas, os Jeunes Magasins du Monde, deixou-nos um monte de ideias que podemos fazer nos nossos Clubes. Trouxe ainda consigo um “World Shake” da OXFAM, um sumo feito a partir de fruta dos produtores da Coopealnor da Baía! De Timor-Leste e em representação da Fundação Haburas, recebemos este ano a Aurélia Rodrigues (Lia), que nos veio falar do que é o turismo ético – já recebem turistas ‘justos’ em Tutuala, segundo regras de protecção ambiental e envolvendo as população da comunidade em todo o trabalho que envolve este tipo de turismo.

Depois de uma lasanha para recuperar energias, a tarde começou com o jogo da… “Mãe Galinha”! De salientar que houve muito professor a fazer batota e abrir os olhos, mas lá seguimos todos para a “Mostra de Clubes” onde cada um teve oportunidade de mostrar o que anda a fazer na sua escola para divulgar o Comércio Justo.

Depois foi tempo para falar, argumentar e polemizar: três questões polémicas à volta da ideia de fazermos um consumo mais justo e todos puderam participar e dar opinião:“O Comércio Justo pode salvar o Mundo?” “O principal objectivo do Comércio Justo é vender produtos do Sul?”“O consumo responsável não é para todos?” A favor ou contra, as opiniões dividiram-se, partilharam-se e fizeram todos pensar um bocadinho sobre o que é, como funciona e o que queremos fazer pelo Comércio Justo!

No final todos deixaram simbolicamente as suas mensagens na “Árvore dos Clubes”…”Por um Mundo mais Justo”.

Foi tudo justo (excepto os copos, que a organização já prometeu substituir por biodegradáveis para a próxima!) até as pausas justas com produtos de comércio justo e outros produtos locais. Para o ano queremos mais!

(quem não pode estar presente, não fique triste: os clubes que lá estiveram vão contar tudo aqui, podem ver as fotos aqui e os vídeos aqui, vão ter direito às t-shirts e podemos já começar a pensar em reunirmo-nos para o ano – que clube quer ser anfitrião?)

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